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    angelanatel

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    Escritora, professora, tradutora, linguista e teóloga, há vinte anos envolvida no trabalho voluntário de produção de material e ensino tanto no Brasil quanto em Moçambique. Licenciada em Letras - Português-Inglês pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR. Bacharel em Teologia pela Faculdade Fidelis, Curitiba/PR. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR. Bolsista Fundação Araucária e CNPQ. Associada à ABIB – Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica e participante da AHDig – Associação das Humanidades Digitais. Promove debates em blogs e reuniões informais além de ministrar aulas particulares de português e inglês, cursos livres nas áreas de linguística, tradução, teologia e missiologia, e efetuar correções de textos em português. Mantém-se escrevendo, tanto em verso quanto em prosa, ligada ao teatro e à pintura, com o desejo de prosseguir em suas pesquisas (doutorado e aulas nas áreas de educação, teologia e letras) e trabalhos interculturais. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7903250329441047 Livros produzidos: http://pt.slideshare.net/eetown/teologia-em-poesia-de-angela-natel http://pt.slideshare.net/eetown/a-toca-da-tuca-de-angela-natel http://pt.slideshare.net/eetown/poemas-do-espelho-uma-autobiografia-de-angela-natel http://pt.slideshare.net/eetown/poesia-o-amor-e-onde-ele-acontece-de-angela-natel http://pt.slideshare.net/eetown/percepes-de-angela-natel Produção disponível em https://pucpr-br.academia.edu/AngelaNatel Endereço para correspondência: Rua Francisco Derosso, 2560 - lojas 4 e 6 Caixa Postal 21016 - Xaxim - Curitiba - PR 81720-981 Banco do Brasil Agência 2823-1 C/C: 40006-8

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Livros

 

 

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Os livros ajudam a reconstruir-me

Quando sou feita em pedaços.

Sou reconstruída a partir daqueles

Que já não são mais

Mas deixaram um legado.

 

Sou reconstruída sobre os que já não são

Cujas memórias remontam um tempo

que já não existe.

São pensamentos, vivências,

Experiências

De interioridade que os olhos não vão alcançar.

 

Interpretações da verdade,

Ideias e ideais

Permeadas de mística e religiosidade.

São críticas afiadas

Que me desafiam

A soltar as amarras de minha própria alma.

 

Livros me ajudam porque estabelecem uma ponte

Com aqueles cujo pensamento me atinge de longe.

Os reconheço

Trabalho com eles

E vivo cercada por tais testemunhas

que mesmo após a morte me ajudam

na reconstrução de minha própria identidade.

 

Sou reconstruída

A cada dia de uma maneira diferente

Pois são diversas as leituras

Infinitas as possibilidades,

Interpretações da verdade,

Do Deus que me molda,

Que justifica minha busca.

 

Livros, meu legado.

O que deixarei após minha morte

Partes de mim que compartilho a outros

Os mesmos pedaços que me reconstroem

Diariamente

E sob cujas páginas escondem tesouros

Da eternidade.

 

Angela Natel – 27/08/2014

Mestra em Religiosidade!

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Com parecer favorável sou grata a Deus e a todos pelo apoio!
Agora é partir para o abraço… e trabalhar na pesquisa de campo, rumo ao doutorado!
Mesmo assim, ainda preciso do maior número possível de pessoas que entrem no link e respondam. Leva em torno de 5 minutos, e qualquer dúvida posso esclarecer através do evento no facebook:
como já o fiz em outras ocasiões.
Universitários de qualquer instituição no Estado do Paraná podem responder. É tudo online, sem necessidade de realizar nenhum download, nem se identificar pessoalmente.
O curso de teologia está classificado juntamente com Filosofia.
Por favor, divulguem para o maior número possível de universitários para que a pesquisa seja abrangente.
Muito obrigada a todos que já responderam e/ou estão divulgando. Assim que os resultados estiverem disponíveis, farei questão de publicá-los.
Grande abraço a todos. Segue o link do questionário:
Angela Natel

11 de agosto: Dia do Estudante!

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Aprender. A mais fascinante aventura da vida é a que faz de cada um de nós estudantes, eternos aprendizes.
Fico pensando, e chego à conclusão de que toda vez que me asseguro de estar absolutamente certa em alguma coisa diminuo as chances de aprender algo. Não se trata de derrubar todos os absolutos, mas de não fechar as portas para o aprendizado, para o diálogo, para o novo, para o diferente. Exatamente porque nem sempre estou tão certa de quais são os absolutos e do que posso negociar.
Por isso, ao escolher uma imagem que represente minha vida de estudante, de aprendiz, escolhi a cena do filme “As Crônicas de Nárnia, a Viagem do Peregrino da Alvorada”, na qual a imagem de Aslan, o leão e rei de Nárnia, é refletida nos olhos do dragão (um menino que, para ser transformado interiormente passou pela agonia de viver como um dragão até aquele exato momento do encontro). Como aluna, minha busca se resume nisto: encontrar a Cristo, a revelação de Deus, do transcendente, do que vai além de mim mesma, para que eu possa ser transformada em meu interior e, consequentemente, em minhas atitudes do dia-a-dia. Lembrando, sempre, que toda vez que me considero certa de algo, posso estar perdendo a oportunidade de aprender.
Ser estudante não se reduz a uma breve passagem por uma instituição formal de ensino, na realização de avaliações requeridas ou numa saga infernal a fim de satisfazer as ideias malucas de professores caprichosos. Um dia, cada uma dessas ideias já me passou pela cabeça. Hoje, não mais.
Me olho no espelho e não me vejo mais professora do que aluna. São correlações nunca mutuamente excludentes que me constroem e criam em mim a capacidade de produzir cultura e tocar vidas.
Por isso, neste dia do estudante, parabenizo não somente os matriculados no ensino formal de um sistema educacional falido. Meus cumprimentos a cada um que dispõe o coração a aprender, a não pôr um ponto final nas ideias, que se dispõe a arriscar e a perguntar.
Que possamos encontrar na face do outro a imagem do transcendente refletida, e que isso nos transforme, pois somos eternos aprendizes.
Feliz dia do estudante!

Angela Natel – 11/08/2014

— in Curitiba.

A culpa é toda dele!

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A culpa é dele!

Depois de um evento tão impactante como o que assistimos pela TV paranaense a respeito do menino, filmado no zoológico pelo pai, correndo em frente a um tigre e se arriscando… até ter seu braço amputado após o ataque do animal, fico imaginando algumas implicações a respeito de meus próprios atos…
Quantas vezes brinco com o que devo deixar quieto, persisto em situações que não deveriam mais ocupar meu tempo e esforço… continuo me arriscando junto a pessoas que mais fazem mal do que bem ao me expôr, condenar, tentar medir minha ‘espiritualidade’ sem o menor conhecimento de causa, muito menos conhecimento da minha pessoa?
Quantas vezes, após ser ferida, maltratada, supostamente injustiçada, aponto o dedo sem o mínimo de hesitação, gritando:
‘A culpa é do DIabo!’, ‘Foi o demônio!’, ‘Foi o outro que começou, que me atacou!’
‘A culpa é dele, toda dele!’
E, ao gritar, nem me passa pela cabeça as horas em que me deleitei montando o cenário para que o desastre acontecesse, como que correndo em frente a um tigre faminto, sendo assistida por quem me ama, agindo inconsequente e sem nenhum tipo de aviso ou cuidado de quem talvez tenha mais experiência.
Fácil é agora querer sacrificar o tigre, querer exorcizar o demônio, culpa o diabo e criar toda a personificação da maldade necessária a fim de me isentar da responsabilidade por meus próprios atos.
Fácil é afirmar que foi só uma brincadeira, que o outro não precisava ter reagido como lhe é natural, que o outro é que deveria medir suas palavras e atitudes… quando comigo… foi só brincadeira.
Fácil é querer crucificar o outro e não a nossos próprios instintos zombeteiros para com o perigo, nossa autossuficiência e nosso suposto ‘domínio da situação’.
Fácil é assistir de camarote enquanto o outro se arrisca… e ainda chamar gente prá comentar a cena, expondo e transformando a inconsequência alheia num espetáculo de circo.
Fácil é comentar com terceiros a respeito do que consideramos errado no outro, sem nem ao menos nos darmos ao trabalho de ir diretamente à pessoa e avisá-la do perigo.
Por isso, fácil é matar o tigre e botar panos quentes na consciência, enquanto se obriga a viver amputado de vigor e confiança na vida.
Afinal, a culpa é do diabo, é ele que merece o inferno – não eu – não é verdade?

Angela Natel – 02/08/2014

#Somostodospecadores

O dia se inicia numa sexta-feira fria em Curitiba. Estou em casa. Sinto-me em casa. Relaxo um pouco depois de uma semana cheia de turbulências. E que semana!
Sexta passada um monstro da literatura brasileira se foi: João Ubaldo Ribeiro. No sábado, foi a vez da despedida de Rubem Alves. Na quarta, Ariano Suassuna deu seu último suspiro e nos deixou. 
Em meio às perdas literárias, já se passam mais de 15 dias em que o mundo acompanha as notícias de centenas de mortes em Gaza, fruto de um embate cuja explicação contém sempre muitos hiatos, muitas reticências.
Ainda nesta semana de turbulências, participei de um ato em solidariedade às vítimas palestinas na região do conflito em Gaza – pela vida, pela paz, pelo consolo às famílias enlutadas.
Porém, o que mais me surpreende é a repercussão e o desvio que muito do discurso em favor da paz pode assumir, uma verdadeira subversão aos verdadeiros propósitos da defesa dos Direitos Humanos: a demonização do outro.
Independentemente da posição que se assuma em qualquer situação, o que permite o diálogo e a busca pela paz e soluções plausíveis dentro do respeito aos Direitos Humanos nunca envolve a violência como resposta, muito menos o discurso de ódio, a despeito da atitude alheia.
É muito fácil, em nossos dias, com o pouco de informação e experiência ao nosso alcance, assumirmos um discurso belo e formoso que em pouco tempo se transforma numa campanha em favor do aniquilamento de quem nos agride, seja manchando seu nome, sua reputação, ou incitando a violência contra ele. 
Não se trata de defender a agressão nem omitir justiça, trata-se de reconhecer a humanidade de toda e qualquer pessoa, seja quem ela for, bem como seus direitos como tal. Apontar o dedo e gritar: “Assassino!” é relativamente fácil. Difícil é perceber a repercussão que nosso discurso tem nos ouvidos dos incautos, e toda a inconsequência que se segue gerando novos atos de violência como resposta.
Não sei bem como essa reflexão chegará aos ouvidos e corações de muitas pessoas, mas não posso me omitir. 
Quando muitos me vêem segurando uma bandeira palestina numa foto, abraçando líderes judeus, dialogando com ateus e teólogos cristãos e me envolvendo em discussões e pesquisas teológicas e em Direitos Humanos, sempre corro o risco de ser mal compreendida.
Por isso, quando me recordo da narrativa do evento de Jesus diante da mulher adúltera (João 8:1-11), quando sua fala permitiu aos ouvintes uma tomada de postura autocrítica, fico realmente imaginando-me na cena, se me considero com autonomia tal que possa atirar a pedra que for no outro que me ofende em palavras, atitudes ou ataques às minhas mais sinceras convicções.
Justiça precisa ser feita, mas de maneira humana e digna, sem que se assuma os mesmos meios de violência e ataque através dos quais se sofre a ação de outrem.
Vingança e discurso de ódio se auto-reproduzem por si só, e precisam ser neutralizados com misericórdia, justiça, firmeza e solidariedade. Essa ideia é uma verdadeira revolução subversiva ao sistema que está há tanto enraizado em nossos corações. Somos imersos numa sociedade justiceira, que se manifesta quando se sente ameaçada.
É por isso que, mesmo em se tratando de uma reflexão pessoal como tantas outras que me permito fazer, desejo, de coração, que os leitores sejam desafiados da mesma maneira que estou sendo nesta semana de tantos embates internos e externos. Somos desafiados a repensar nossa maneira de responder às injustiças sofridas, a questionar nosso hábito de demonizar a pessoa humana, quando sua atitude nos agride de alguma maneira. 
Quem, neste mundo, se habilita a ser juiz do erro alheio, da falta de caráter e de amor? Quem, em todo este mundo, é perfeitamente capaz de, imparcialmente, distanciar-se de uma situação de injustiça e morte, e julgar o outro, exigindo do mesmo que pague com a própria vida, saúde, reputação ou dignidade, pelo mal feito a terceiros? Quem é capaz de determinar uma pena perfeitamente justa àquele que tira a vida de outro, sem recorrer à mesma atitude homicida?
São questionamentos que venho me fazendo nesta semana de milhares de perdas por todo o mundo.
Me solidarizo com as famílias enlutadas, não somente em Gaza, mas também em Angola, na Venezuela, na Colômbia, na Coréia do Norte, na Ucrânia, na Eritrea, na Síria, no Brasil, na Nigéria, nos Estados Unidos, na China, na Rússia, em Moçambique, e em tantos outros lugares. Como escrevi num poema, a morte nunca chega bem, mesmo quando vem silenciosa.
Mas não precisamos combater a morte com mais morte. Podemos levantar nossas vozes num discurso diferente, um discurso de paz, de vida, de ação consciente, de cuidado com as palavras que pronunciamos, porque inevitavelmente elas geram vida ou morte naqueles que a ouvem.
São palavras, que lanço numa tentativa de refletir mais a respeito, sem a pretensão de encerrar questões tão complexas como as que se nos apresentam.
Trata-se de uma reflexão humana, para corações humanos, passível de erro, como qualquer outra ação humana.

Angela Natel – 25 de julho de 2014.

Em pauta:

 

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Momento histórico: árabes e judeus de mãos dadas pela paz! Mesquita de Curitiba em ato inter-religioso. Após, uma manifestação pública. UM EXEMPLO PARA O MUNDO. – 20/07/2014. 

 

 

Aos amigos

Tenho amigos que nasceram antes de mim

me ensinaram os primeiros passos
amigos dos quais herdei algumas manias.

Tenho amigos que caminham ao meu lado
são poucos, eu sei, mas são valiosos.

Tenho amigos que há pouco conheci
que ainda estou digerindo
admirada com o desconhecido.

Tenho amigos que me fizeram chorar
de tristeza, de alegria.
Que compartilham de suas dores
que não me deixam de lado.

São amigos prá todos os gostos
de todos os tamanhos, cores e modelos.
São grandes e pequenos amigos
de muito e de pouco tempo.

Mas neste dia do amigo
o meu ‘muito obrigado’.
Porque sei o quanto é complexo
investir em relacionamentos.

Obrigada por seu tempo e atenção
por aguentar-me, aceitar-me,
por estender-me a mão.

Feliz dia do amigo!
Você mora em meu coração!

Angela Natel – 20/07/2014

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