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    Escritora, professora, tradutora, linguista e teóloga, há vinte anos envolvida no trabalho voluntário de produção de material e ensino tanto no Brasil quanto em Moçambique. Licenciada em Letras - Português-Inglês pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR. Bacharel em Teologia pela Faculdade Fidelis, Curitiba/PR. Mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR. Associada à ABIB – Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica e participante da AHDig – Associação das Humanidades Digitais. Promove debates em blogs e reuniões informais além de ministrar aulas particulares de português, hebraico e inglês, cursos livres nas áreas de linguística, tradução, teologia e missiologia, e efetuar correções de textos em português. Mantém-se escrevendo, tanto em verso quanto em prosa, ligada ao teatro e à pintura, com o desejo de prosseguir em suas pesquisas (doutorado e aulas nas áreas de educação, teologia e letras) e trabalhos interculturais. Produção disponível em https://independent.academia.edu/AngelaNatel Banco do Brasil Agência 2823-1 C/C: 40006-8 Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7903250329441047 Editoria Online do Jornal: Direitos Humanos em Foco https://paper.li/f-1406058022 Outras redes: Twitter: @AngelNN http://www.pinterest.com/angelanatel/ http://www.skoob.com.br/usuario/902792 https://www.youtube.com/user/angelanatel http://vimeo.com/angelanatel007 http://www.linkedin.com/pub/angela-natel/65/296/58 http://www.babelcube.com/user/angela-natel Endereço para correspondência: Núcleo Rural Boa Esperança 2, Chácara 4 - Granja do Torto - Brasília - DF cep 70636-901 Banco do Brasil Agência 2823-1 C/C: 40006-8

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Coliseu

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Tantos apertos de um lado e do outro

Gritos alvoroçados

Muitos se espremem para ver o espetáculo

Ansiosos e hipnotizados.

 

Suor que escorre pelos rostos

Todo desconforto vale a pena

Não importa a fome que massacra o corpo

Contanto que eletrizante seja a cena.

 

Então os tambores soam, impetuosos

Arrepio que corre a pele toda

Tremores chacoalham os corpos

Sob o escaldante sol a trompa soa.

 

Entram eles, espetáculo público,

Todos os que consideramos a escória da humanidade:

Os falhos, inferiores, os que nos decepcionam de súbito

Os subordinados, os vis, os que traem lealdade.

 

Sim, o massacre vai começar

E as feras são, devidamente, soltas,

Exposição pública, flagelo, palavras ao ar,

E muitas formas de violência para serem servidas estão prontas.

 

A laceração do outro excita

E traz satisfação

A posição de juiz é atraente e evita

Que sejamos o alvo da humilhação.

 

Assim esquecemos a fome

A injustiça e nossa própria responsabilidade.

Damos para cada demônio um nome

E tratamos tudo com leviandade.

 

Dessa forma, nos justificamos a nós mesmos

E endeusamos nosso comportamento

Jogamos todas as palavras torpes que temos

A fim de produzir um belo julgamento.

 

Ao ignorar que podemos estar errados

Celebramos um belo espetáculo

De carne, sangue, pele e vísceras no tablado

De nosso santo tabernáculo.

 

Angela Natel – 09/08/2017

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