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    Escritora, professora, linguista e teóloga, há vinte anos envolvida no trabalho voluntário de produção de material e ensino. Licenciada em Letras - Português-Inglês pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR. Bacharel em Teologia pela Faculdade Fidelis, Curitiba/PR. Mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR. Doutoranda em Teologia Exegese e interpretação da Bíblia) pela PUCPR. Cursos e publicações disponíveis: https://linktr.ee/angelanatel Endereço para correspondência: Caixa Postal 21030 Curitiba - PR 81720-981 Produção disponível em https://independent.academia.edu/AngelaNatel Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7903250329441047

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Nem todo monoteísmo é igual: reflexões sobre algumas das diferenças ideológicas entre judaísmo, cristianismo e islamismo.

“Convencionalmente, há 3 grandes religiões abraâmicas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Judaísmo é a mais antiga delas, da qual derivariam, parcialmente, as demais.
A Bíblia cristã, dividida em 2 partes, incorpora parte do livro sagrado judeu (Torá) e o nomeia como Velho Testamento.
Na ideologia cristã, o Novo Testamento vem como uma forma de evolução ou melhoramento do Antigo e Jesus é apresentado como aquele que teria corrigido os erros e problemas dos ensinamentos anteriores.
Toda descontextualização e apropriação tem suas consequências e a colagem mal feita que o cristianismo fez do que retirou do judaísmo é 1 delas.
Como ele se apresenta como a evolução do judaísmo, torna-se 1 das principais inspirações ideológicas do nazismo e antissemitismo.
A ideia de que judeus seriam pecadores que não aceitavam se converter ao suposto verdadeiro deus os colocava (e ainda coloca) no lugar de raça a ser exterminada, como o antigo a ser erradicado em nome do melhoramento e evolução (associados à conversão forçada ao cristianismo).
Assim, a expressão “moral judaico-cristão” não faz sentido, pois judaísmo é um sistema completo que dispensa expropriações. Já o cristianismo rouba narrativas do Gênesis para forjar um precedente do pecado e da dívida mais tarde usados para fechar a conta da culpa e sacrifício.
Dentre as três religiões monoteístas, o judaísmo se apresentava/apresenta como uma cosmogonia, destinada a um povo (judeu), podendo também referente a um modo de vida e a uma identidade étnica.
Já o cristianismo tem a obsessão de impor seu deus a todo o planeta, disputando com o islamismo, um projeto colonial de conversão global.
Isso se expressa inclusive nas estatísticas: cristãos e islâmicos já invadiram mais da metade do planeta.
Esse domínio acompanha a perseguição a outras espiritualidades, já que só existiria um deus verdadeiro, um único caminho e verdade possíveis.
O amor a esse deus segue se alastrando e quanto mais devastação traz, mais é defendido, pois a ele se atribui uma boa essência, ignorando que sua violência está na própria ideologia.
Não haveria saúde enquanto houver monocultura da fé, dos afetos, da terra e do pensamento.”

Geni Núñez – @genipapos

Assista a live “Descatequizar para descolonizar”, com Geni Nuñez em meu canal no Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=mhtXVH-kO3I&t=2156s

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