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    Escritora, professora, linguista e teóloga, há vinte anos envolvida no trabalho voluntário de produção de material e ensino. Licenciada em Letras - Português-Inglês pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR. Bacharel em Teologia pela Faculdade Fidelis, Curitiba/PR. Mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR. Associada à ABIB – Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica e participante da AHDig – Associação das Humanidades Digitais. Endereço para correspondência: Caixa Postal 21030 Curitiba - PR 81720-981 Produção disponível em https://independent.academia.edu/AngelaNatel Banco do Brasil Agência 2823-1 C/C: 40006-8 Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7903250329441047

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Denúncia

Não estou sozinha em minhas denúncias, em minha indignação, em minha luta contra falsos mestres, falsos profetas e falsos pastores – a quem somos chamados a identificar e denunciar.
E quando denuncio o que sei, ainda tenho que aguentar aluno que não saiu das fraldas teológicas me dar de dedo dizendo que eu tenho problema em perdoar e servir a igreja, e aguentar missionário conivente com a corrupção e os abusos dizendo que eu preciso de cura e preciso “deixar Deus agir”.

Angela Natel

Então segue a denúncia de um admirável servo de Deus, que também não está aqui para brincar:

“Há muitos anos eu já venho denunciando em Rede Social como a “igreja” está doente.

Os de dentro da igreja diziam que eu só criticava, que não era isso… Os de fora não acreditavam que minhas denuncias eram verdadeiras.

Os de dentro não conseguiam ver a “igreja” doente dessa forma… os de fora não acreditava que a “igreja” era assim.

Bastou vir as eleições de 2018 e a “igreja” mostrou a sua verdadeira face. Hoje, alguns de dentro se escandalizam e os de foram vê como realmente a igreja é.

Existe muita gente dentro de igreja que é racista, sim!!!! Pode jogar aí uns 80%… até nas pentecostais, que surgiu no meio dos excluídos, tem…

Existem muitos homens dentro de igrejas que espancam a mulher, sim!!!! Pode colocar aí de 60% a 80%…

Existem muitos homens dentro de igreja, que pagam de hétero, homofóbico, mas paga também para ter um momento de prazer com travesti, sim!!! Pode colocar aí 40%…

Existem muitos preconceituosos com pessoas pobres, LGBTQ, moradores em estado de rua e etc… dentro de igreja, sim!!! Isso aí você pode colocar uns 90%…

Existem muitos pastores viciados em cocaína, sim!!! Pode colocar aí uns 25%…

Existem muitas “igrejas” “enrolada” com tráfico ou milícia, sim!!!! Pode colocar aí uns 50%…

Existem igrejas que foram abertas só para o pastor ganhar dinheiro, sim!!! Pode colocar aí uns 70%…

Existem muitas “igrejas” que exploram os seus membros, sim!!! Principalmente se soube que a pessoa tem condições financeiras e tem um bom coração… pode colocar aí uns 85%…

Esses problemas sempre existiram dentro da igreja, sim!!!! E boa parte dela com a ciência do seu líder.

Não pense você que a igreja se transformou nisso agora, não… a igreja já era assim, desde sempre!

Ela agora só ganhou coragem de mostrar quem é ela de verdade, pois encontrou no líder maior do país uma referência forte.

E são essas pessoas que querem me convencer que elas vão para o céu e eu vou para o inferno, porque eu estou desviado.

Ainda bem que a verdadeira Igreja, a famosa “invisível”, só Deus sabe quem é.”

Max Cassin

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Um rio de sangue no leito do pós-cristianismo

 

“Sangue negro, sangue índio, sangue pobre, sangue de abortos, sangue humano. Cristãos creem que o sangue (de Jesus) os purifica.

Mas o sangue também os mancha por causa do silêncio diante do sangue pobre, do sangue infantil – para além da luta contra o aborto e contra a esquerda, pós-cristãos fazem silêncio… Silêncio diante da mulher abusada pelo próprio marido. Silêncio diante do sangue LGBT derramado em um crime de homofobia. Silêncio diante do assassinato de ativistas. Silêncio diante do assassinato de gente diferente, gente de quem os pós-cristãos discordam.

Não se trata do silêncio de Cristo quando Pilatos perguntou: “Quid veritas est?” É o silêncio de quem não entendeu que a salvação não é apenas individual: ela conclama pelo fim do derramamento de sangue – não importa se culpado ou inocente.

Quem diz que serve a Jesus, o crucificado, não pode crucificar ninguém. Não deveria escolher que sangue vale. Não deveria ceder diante do apelo à escolha de sangue inocente ou culpado. Não é pragmático, nem justifica a violência e a injustiça pela lógica do mal-menor.

O nosso país precisa de cristãos autênticos. Faz mal ao Brasil a multiplicação dos “cristãos” da pós-igreja…

Onde estão os cristãos que têm misericórdia dos ativistas em nosso país, campeão mundial de assassinato de homens e mulheres que lutam por defender causas? O Cristianismo que responde à morte de ativistas com indiferença, ou com culpabilização dos assassinados, é mais próximo do farisaísmo do tempo de Cristo do que do movimento de Jesus, que acolheu em seu grupo de discípulos dois ativistas da época: Simão Cananeu e Judas, o homem do punhal (=Iscariotes), o sicário.

O Cristianismo parecido com Cristo não pergunta para mim, quando eu defendo uma pastoral carcerária, qual seria minha reação diante de quem violentasse ou assassinasse minha filha: ele se lembra dos encarcerados e tem misericórdia dos bandidos crucificados no sistema penal brasileiro que pune o preto pobre e poupa o ladrão de colarinho branco.

O Cristianismo que o Brasil precisa não resolve o sangue derramado promovendo armas que derramam mais sangue. Precisamos do Cristianismo que faz a arma perder o sentido, porque proclama Jesus, o Príncipe da Paz, aquele que faz perder o sentido o apelo à violência.

A pós-Igreja brasileira critica costumes e valores sociais. Mas poupa seus ministros que se prostituem.

O pós-cristianismo coloca a culpa nos pobres pela sua condição. Mas os utiliza para darem dízimos que financiam a riqueza de “ministros” do “evangelho”, muitas vezes em decorrência da promessa de que todos esses cristãos pobres ficarão ricos por intervenção divina no toma lá-dá cá (lei da semeadura).

Aos meus amigos não-cristãos: esses que apoiam políticos com discurso de ódio; esses que defendem uma previdência que precisa punir gente pobre e doente em nome da economia, mas que poupam os grandes empresários e empresas devedores da previdência; esses que são homofóbicos, que aviltam mulheres em nome de uma Bíblia mal-lida; esses que dizem que negros são amaldiçoados, porque são descendentes de um descendente de Noé, Cam; esses não são cristãos porque não conhecem muito bem Jesus. Eles só enxergam de Jesus aquilo que dá desculpa para a construção de seu modelo religioso que os favorece.

O Cristianismo de Cristo é amigo de judeus, galileus e samaritanos. Aceita mulheres no grupo. Aceita Pedro que anda armado. Une os zelotes, que odeiam os cobradores de impostos, a Mateus, o próprio chefe desses cobradores. Vira as mesas pelo direito dos gentios de também orarem no pátio do Templo e aceita o beijo do traidor.

O verdadeiro Cristo não tem nenhuma relação com os cristãos perseguidores, que ficam xingando em rede social os outros e que dão vazão ao seu ódio contra a diversidade e pela liberdade.

Cristo e os seus cristãos são raros nesse tempo de pós-cristianismo.

O problema é que a cada ano aumenta o número de “cristãos”. E aumenta também a proporção de negros, pobres e jovens mortos. E ativistas. E assassinatos de LGBTs. E casos gritantes de injustiça. E não há mobilização na bancada evangélica contra isso. Mas eles conseguiram arrancar do governo a possibilidade de não prestar contas à Receita a não ser que arrecadem mais de quatro milhões e oitocentos. A lógica não é cristã: é de quem quer lavar dinheiro ou promover enriquecimento dos seus líderes sem intervenção do governo. Privilégio é o nome disso…

Ruan, o menino perversamente assassinado por um casal LGBT, e que a mídia não falou quase nada, é um caso absurdo. Mas cristãos escolheram chorar por ele e exigir justiça – e até cobrar que as esquerdas e a mídia desse publicidade. Tudo certo! O problema é que esses pós-cristãos fazem isso apenas pelas vítimas que convém ao seu projeto ideológico. Partidarismo: nada mais claro para denunciar que é gente ligada ao poder, e não ao Cristo. Eles, na verdade, não conhecem o Senhor da vida. Não choram pela vida. Não têm nos olhos o choro da dor de Deus. É choro ideológico, que não se repete com a morte da criança preta, do fogueteiro do tráfico, na favela. Para os pós-cristãos, a morte do culpado é justa. Não há amor: há apenas sede de “justiça” que nunca atinge a eles mesmos.

Pós-cristianismo acha que sangue que redime é sangue de Jesus e sangue derramado de bandido, e de comunista, e dos inimigos (bandido bom é bandido morto)… todo esse sangue derramado é entendido como redentor, pois o pós-cristianismo tem um projeto: ser a religião hegemônica do Estado, da mentalidade, da educação, da Cultura. Querem ser maiores do que Deus, o soberano, aquele que determinou para Si mesmo dar liberdade aos homens e mulheres e amá-los. Mas o deus dos pós-cristãos é o supressor absoluto da liberdade e da diversidade.
Não, o pós-cristianismo não sabe nada de amor. Nem de Cristo. É aliado da injustiça. É amigo do sangue derramado.

Precisamos da volta do cristianismo. Porque esses que estão por aí, gritando, xingando e humilhando, tirando fotos em aviões presidenciais e celebrando a morte dos inimigos não são cristãos de verdade. Não mesmo!”

Brian Kibuuka

 

Muita gente

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É muita gente querendo dar respostas para perguntas que não foram feitas,
sem nem desejar ouvir as reais perguntas,
muita gente construindo teologia que não se aplica à vida de ninguém,
muita gente falando sem primeiro estar disposto a ouvir,
ensinando suas interpretações particulares e distorcidas da Bíblia,
gente que demoniza a forma do outro se expressar prá depois querer “evangelizá-lo”.
Querem enfiar goela abaixo uma religiosidade vazia e irrelevante, com cheiro de naftalina, tratando o próximo como um quadro branco sem contexto nem conteúdo.
É muita gente que prefere ensinar mentiras só para não perder o controle, o poder e o dinheiro que isso lhe traz.
É muita gente querendo ensinar sem aprender primeiro,
que não reconhece Deus onde não cabe sua própria teologia e doutrina,
gente que se parece com tudo, menos com Jesus.

Angela Natel

Me perdoe se você se ofendeu…

Me perdoe se você se ofendeu…

Me perdoe

Se – condição

Você – não eu

Isso não é arrependimento

Não existe precedente bíblico para esse tipo de retratação:

Me perdoe se…

Se você,

Assim condiciono meu suposto arrependimento

Que mais parece fazer média para me sair bem na situação

E ainda coloco a responsabilidade pela mesma

Nas mãos do outro, ainda que seja eu a precisar me arrepender.

 

Me perdoe se você…

Me desculpe se você…

Se machucou, se ofendeu, se sentiu mal, se sentiu…

E assim não me arrependo,

Não confesso nem reconheço o que fiz

Porque depende SE…

Porque é com o outro, não comigo….

Não há arrependimento

Como ensinado na Bíblia

Tristeza pelo erro,

Mudança de mentalidade

Mudança de atitude

Metanoia.

 

Por isso, é preciso rever nossos conceitos

Parar de nos dizermos bíblicos

Quando não o somos

Quando criamos nossos atalhos

Para nos eximir da responsabilidade

Por nossos erros.

Pecamos contra Deus

Pecamos contra o próximo.

Reconheçamos.

Chega de transferir a responsabilidade,

Chega de condicionar nossos pedidos de perdão.

Me perdoe, eu fiz….

Me perdoe, eu errei.

Me perdoe, eu…

E mudemos de atitude

Já que nos reconhecemos errados.

Caso contrário, é só um teatro

Para mantermos as aparências de nossa capa de santidade

Que esconde a podridão de nosso mau caráter, nossa hipocrisia.

 

Preocupemo-nos com as consequências de nossos atos no coração alheio

E mudemos.

Arrependamo-nos.

Chega de condicionar nosso pedido de perdão, de desculpas.

Chega de transferir ao outro nossas responsabilidades.

As Escrituras falam de arrependimento

Não de “Me perdoe se você…”

 

Angela Natel – 24/06/2019

Quando a homilética vira idolatria

Se autodenomina conservador teológico mas prega de acordo com a própria cabeça, desprezando contexto e ferramentas exegéticas e hermenêuticas para a interpretação do texto bíblico.
Considera-se especialista no assunto por ter lido alguma coisa sobre ou assistido a um evento, ou escrito um texto a respeito.

Não, você não prega a Palavra de Deus.
Isso é exegese porca, hermenêutica imprestável.
Você põe palavras na boca de Deus.
Você se coloca no lugar de Deus.
Isso se chama idolatria.
Arrependa-se!

 

Angela Natel

“Vocês são teólogos liberais?”

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A pergunta que temos ouvido muito é: “Vocês são teólogos liberais?”

Provavelmente pela nossa irreverência, pelo nosso posicionamento político, pela nossa defesa à igreja inclusiva, e outras questões, surge na cabeça da galera a dúvida: “Mas esse pessoal aí é crente mesmo?” rsrsrs.

Bem, para responder a essa dúvida sincera de alguns, fizemos uma live explicando nosso posicionamento teológico sobre inerrância das escrituras. O link da live está nos comentários, caso você queira assistir, mas vou deixar aqui um resumo sobre a nossa relação com a bíblia.

Primeiro vamos entender o que é um teólogo liberal.
Teologia liberal (ou liberalismo teológico) foi um movimento teológico cuja produção se deu entre o final do século XVIII e o início do século XX. Relativizando a autoridade da Bíblia, o liberalismo teológico estabeleceu uma mescla da doutrina bíblica com a filosofia e as ciências da religião. Ainda hoje, um autor que não reconhece a autoridade final da Bíblia em termos de fé e doutrina é denominado, pelo protestantismo ortodoxo, de “teólogo liberal”.

Eu particularmente conheço vários liberais teológicos que dão de 10 em muitos ortodoxos, por isso meu texto não é uma crítica a esse movimento.
Mas NÃO! Nós dos INADEQUADOS não somos liberais teológicos, e por incrível que pareça, teologicamente somos conservadores.

Eu sei que a palavra “conservador” causa até arrepios, visto o que muitos “conservadores” têm pregado por aí. Mas não podemos nivelar o termo por baixo, e sim ir na essência do que ele representa.
Primeiro é preciso dizer que conservadorismo é diferente de fundamentalismo, ok?!

O conservador TEOLÓGICO, conserva sua base de fé nas escrituras, já o fundamentalista tem seus fundamentos na tradição da religião fazendo uma leitura literal dos textos bíblicos.

Nós dos INADEQUADOS, dentro da nossa irreverência e zueira, prezamos por uma leitura CONSERVADORA e fiel das escrturas, tanto é, que se juntar os currículos de todos que produzem material para o nosso movimento, temos teólogos, exegetas, fluentes em grego, antropólogos, filósofos, psicólogos, advogados, sociólogos, entre outros.

Mas perceba, nosso conservadorismo é das escrituras, e não da interpretação que a maioria dos evangélicos fazem da tradução em português. Pois nós SABEMOS que as versões que temos em nossa língua, que chegaram até nós, foram boa parte delas mal traduzidas, e outra parte até manipulada pelos fundamentalistas que as traduziram.

Por isso prezamos MUITO por uma exegese e hermenêutica IMPECÁVEL (dentro do possível) para as nossas interpretações.

Nós não nos detemos na tradução em português, e sim usamos a ciência da EXEGESE para fazer uma leitura fiel dentro da língua original em que cada texto foi escrito.
Também não fazemos um anacronismo, tentando ler uma sociedade de dois mil anos atrás a partir do que nós vivenciamos aqui e agora. Nesse caso usamos a ciência da HERMENÊUTICA para compreender o contexto de cada autor da bíblia.

Para você compreender como nós interpretamos TODA a bíblia, a imagem que está nesse post ilustra exatamente nossa visão.
Sim, nós acreditamos nas cinco solas, que são a base do protestantismo, porém, não as colocamos em pé de igualdade.

Nossa chave hermenêutica para leitura da nossa fé é o CRISTO. Todo o restante orbita em torno dele, servindo como uma ferramenta para nos ajudar a ler e compreender as escrituras à partir da perspectiva do CRISTO.

Parece complicado mas não é. Em resumo, para compreender QUALQUER passagem das escrituras, seja velho ou antigo testamento, nós fazemos isso a partir dos ensinamentos de JESUS.
Imagine a vida de Jesus como uma peneira, pois bem, pegue todo o restante das escrituras e passe por essa peneira, o que cair é a nossa interpretação.

Pronto, agora só não entende quem não quer né?!
Se você se identifica como nossa forma de ver a bíblia e o mundo, SEJA BEM VINDO(A).

Já, se você não gosta da forma que vivemos o evangelho, nós te respeitamos muito. Mas nesse caso, descurta nossa página e vá torrar a paciência de outro.

Em amor (e um bucadinho de sarcasmo)
Pr. João Paulo Berlofa e toda a equipe dos Inadequados

 

Scars and Labels (com tradução) – Cicatrizes e Rótulos

Scars and Labels

 

Embrace your scars,

Embrace your labels.

They’re yours.

 

That’s what I listened today

and what made me think about

 

My scars

My labels

That were given me from different people

in different situations.

 

in religious places

from religious people

in work places

from my bosses, my coworkers

from my students

who listened me in classes.

 

My scars

My labels

 

Each of one of them tells a story

about how I walked by a less travelled road

where I’ve found my humanity on different faces.

Each of one of my scars and labels remind me about my vulnerability and bounderies.

Each of one are built from a pain experience

or a choice toward another person.

 

A person, different people on the way of life,

different choices, different pain

and happiness.

 

People who I met on the way

who defied my theology

and helped me to be more relevant,

more honest with myself

before God.

 

People whom through dialogue

taught me to listen before build an idea about

and to learn before to teach.

 

I’ve put myself on people side

and decided to carry their pain,

so I’ve received their labels too.

 

Scars borned from pain

Labels of boxes which cannot contain me

neither to describe me ou represent me completly.

 

Scars and labels that bothers me.

But they’re mine

because I’ve decided to share my life.

Scars and labels which represent an identification life,

of incarnation.

They’re a part of me

because they’re me.

 

Angela Natel – 20/06/2019

 

Tradução:

 

Cicatrizes e Rótulos

 

Abrace suas cicatrizes

Abrace seus rótulos.

São seus.

 

Isso é o que eu escutei hoje

e o que me fez pensar.

 

Minhas cicatrizes,

Meus rótulos

Que me foram dados por pessoas diferentes

em diferentes situações.

 

em lugares religiosos

de pessoas religiosas

em locais de trabalho

dos meus chefes, meus colegas de trabalho

dos meus alunos

que me ouviram em aulas.

 

Minhas cicatrizes,

Meus rótulos.

 

Cada um deles conta uma história

sobre como eu andei por uma estrada menos percorrida

Onde eu encontrei minha humanidade em diferentes faces.

Cada uma das minhas cicatrizes e rótulos me lembra de minha vulnerabilidade e limites.

Cada um deles é construído a partir de uma experiência dolorosa

ou uma escolha em relação a outra pessoa.

 

Uma pessoa, pessoas diferentes no caminho da vida,

escolhas diferentes, dor diferente

e felicidade.

 

Pessoas que conheci no caminho

que desafiaram minha teologia

e me ajudaram a ser mais relevante,

mais honesta comigo mesma

diante de Deus.

 

Pessoas que através do diálogo

me ensinaram a ouvir antes de construir uma ideia sobre

e aprender antes de ensinar.

 

Eu me coloquei no lado das pessoas

e decidi levar sua dor,

então eu recebi seus rótulos também.

 

Cicatrizes nascidas da dor.

Etiquetas de caixas que não podem me conter

nem me descrever ou representar-me completamente.

 

Cicatrizes e rótulos que me incomodam.

Mas eles são meus

porque eu decidi compartilhar minha vida.

Cicatrizes e rótulos que representam uma vida de identificação,

de encarnação.

Eles são uma parte de mim

porque eles são eu.

 

Angela Natel

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