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    Escritora, professora, tradutora, linguista e teóloga, há vinte anos envolvida no trabalho voluntário de produção de material e ensino tanto no Brasil quanto em Moçambique. Licenciada em Letras - Português-Inglês pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR. Bacharel em Teologia pela Faculdade Fidelis, Curitiba/PR. Mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR. Associada à ABIB – Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica e participante da AHDig – Associação das Humanidades Digitais. Promove debates em blogs e reuniões informais além de ministrar aulas particulares de português, hebraico e inglês, cursos livres nas áreas de linguística, tradução, teologia e missiologia, e efetuar correções de textos em português. Mantém-se escrevendo, tanto em verso quanto em prosa, ligada ao teatro e à pintura, com o desejo de prosseguir em suas pesquisas (doutorado e aulas nas áreas de educação, teologia e letras) e trabalhos interculturais. Produção disponível em https://independent.academia.edu/AngelaNatel Banco do Brasil Agência 2823-1 C/C: 40006-8 Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7903250329441047 Editoria Online do Jornal: Direitos Humanos em Foco https://paper.li/f-1406058022 Outras redes: Twitter: @AngelNN http://www.pinterest.com/angelanatel/ http://www.skoob.com.br/usuario/902792 https://www.youtube.com/user/angelanatel http://vimeo.com/angelanatel007 http://www.linkedin.com/pub/angela-natel/65/296/58 http://www.babelcube.com/user/angela-natel Endereço para correspondência: Núcleo Rural Boa Esperança 2, Chácara 4 - Granja do Torto - Brasília - DF cep 70636-901 Banco do Brasil Agência 2823-1 C/C: 40006-8

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Qual o seu partido? (A Missão Real)

 

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Qual o seu partido?

Seu lado, sua tendência, sua pendência?

Nessa nossa luta dialética de cada dia

Interagindo nas redes, nas relações

Mostramos nossa verdadeira face

Antes oculta sob as máscaras da conveniência.

 

Então, qual o seu partido?

Seu lado – o que determina suas escolhas e discursos?

É Batista? Presbiteriano? Anabatista? Luterano?

Sim, qual o seu partido?

Já que estes, há muito, deixaram de seguir o original plano.

 

Como bons brasileiros seguimos deslumbrados

Com tudo o que procede dos Estados Unidos da América

E como bons seguidores pisamos no mesmo caminho

Levantando bandeiras,

Transformando nossos clubes/igrejas em sedes partidárias

Aonde servimos uma mensagem não acessível a todos.

 

Evangelho? Qual deles?

O da Bíblia mal interpretada, o da bala para quem não se encaixa,

Ou o que serve ao interesse de alguns?

A escolha é livre, o choro também.

 

E como os irmãos do Norte,

seguimos defendendo e repetindo discurso alheio,

adestrados por porta vozes vendidos,

prostituídos em sua missão.

 

A bancada evangélica tem muitos representantes

espalhados pelas esquinas e organizações do país.

Segue em seu grito alucinante

De que é preciso sempre ganhar

Desumanizar e até matar

Para ser feliz.

 

De que partido você é?

Batista, Presbiteriano, Anabatista, Luterano?

Na missão real há rostos, etnias, diferença,

não bandeiras nacionais – representações das conquistas coloniais.

Porque na missão real não há espaço para triunfalismo,

não há chance para partidarismos denominacionais.

 

Entretanto, se você não se conformar

Ao padrão desses partidos

Nem se encaixar na visão desses gritos

Então enxergará a missão real que se nos foi apresentada.

 

Fácil é emitirem veredictos a respeito

Dos que se engajam nessa missão

sem contexto, sem conhecimento de causa.

Encaixotando Deus e seus servos

na imagem criada sistematicamente em suas mentes e liturgia.

 

Na missão real você chora, ri, lamenta, reclama,

porque é feito de carne e osso, não de ferro.

Alguns missionários já tentaram suicídio, outros conseguiram,

enquanto os autodenominados cristãos devoram-se uns aos outros

por causa de seus posicionamentos, de seu partidarismo

e de seu evangelho, que não é para todos.

 

Muitas das vezes, na missão real,

você tomará decisões sem muita convicção

de que está fazendo a coisa certa.

Porque na missão real não há espaço para triunfalismo,

não há chance para partidarismos denominacionais.

Nem tudo é preto e branco, fácil de distinguir.

 

Na missão real há lágrimas, tristeza,

decepção e dúvida,

já que todas as certezas encontram-se na verdade relacional.

 

E a verdade?

A verdade é uma pessoa,

não uma ideia a ser defendida com unhas e dentes.

A verdade é testemunhada na missão,

não provada com argumentos e ódio.

 

É por isso que na missão real

Se tem consciência das limitações,

É um aprendizado e constante, diária correção.

Por isso não é mau mudar de ideia,

parar um pouco, confessar.

Faz bem, faz jus ao nome de cristão.

 

Mas o que se vê hoje em dia é o avesso da real missão:

máscaras por todo lado,

vida colocada numa balança para ver se é digna de viver

Missionários encaixotados, podados, chantageados

– caso não se encaixem, só tem a perder.

 

Angela Natel – 20/02/2018

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Leia e desafie-se!

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Chega de egocentrismo, de achar que o mundo gira ao nosso redor.
A leitura de mundo precede a leitura de livros e, portanto, também é um desafio.
Impor ao outro um padrão de comportamento não é Evangelho.
Evangelho é a boa notícia transformadora de que Deus é capaz de mudar toda e qualquer cosmovisão, sem imposições, sem falsos moralismos.
Se não somos capazes de ler quem pensa diferente de nós, não temos mensagem alguma a comunicar. 
A encarnação de Cristo é a prova viva de que o mundo ouve quando falamos a sua língua.
Por isso, não imponha a outros seu padrão pessoal de escolhas e comportamento. Seja acessível, pronto para ouvir antes de querer falar. Leia antes de emitir opinião, conheça antes de condenar.
Nosso papel é o de testemunhas, não de juiz.
Angela Natel

 

Já passou da hora!

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É melhor estudar e se aprofundar antes de espalhar besteira por aí…
É muito comum palavras de homens serem recebidas como Palavra de Deus… mesmo que sem propriedade, sem entendimento, sem prudência, sem que a glória de tudo isso siga direto para Deus.
É muita gente buscando honra, muita gente se gabando de “ser honrado por Deus”, numa inversão de valores assombrosa.
Já passou da hora daqueles que se dizem servos de Deus agirem como tal, falando somente o que Deus, de fato, falou, recusando a receber a glória, a honra e o crédito por isso – já que, como servos inúteis, não fazemos mais do que a nossa obrigação.
Angela Natel

A DIGNIDADE DA MISSÃO E O SENHORIO DE CRISTO

8 DE FEVEREIRO DE 2018     

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Há um desafio para a Igreja moderna que, se compreendido devidamente será um divisor de águas para o futuro do cristianismo no Brasil e no mundo: a diferença entre frequentar uma igreja e ser a igreja. Vivemos dias nos quais muitos frequentam igrejas; mas estariam na videira? Adorar a Cristo significa imitá-lo; a expressão “cristão” significa: “pequeno cristo”. Sabemos quem Jesus é, nossa teologia já está ciente também de sua missão. Entendemos que por estar completamente engajado na missão de Deus ou Missio Dei, Jesus é missionário. Por consequência, ou o cristão é missionário ou não é cristão. Podemos também afirmar como Francis Schaeffer: “ou Jesus Cristo é Senhor de tudo ou não é Senhor de coisa alguma”.

O leitor atento talvez já tenha concluído que parte da razão de termos tantos que se dizem cristãos no Brasil e a sociedade continuar do mesmo jeito pode residir no fato de que poucos sejam realmente imitadores de Cristo em espírito e em verdade. Como ficaria a questão do senhorio de Cristo? Se Jesus era missionário, como vivia? Quem o mantinha financeiramente em sua jornada na Missio Dei, o anúncio do Reino de Deus e a reconciliação de todas as coisas com Ele?

Sabemos a partir do texto de Lucas 8, que Jesus tinha pessoas que colaboraram com seus bens para a manutenção do seu trabalho. Este exemplo é também constatado na vida de Paulo, apesar deste deter um ofício como fazedor de tendas, do qual se servia sempre que a igreja não correspondia, mas também para não ser pesado à mesma. O cuidado missionário era uma expressão de amor da vida normal e saudável da igreja; o princípio que o rege não é financeiro mas sim amoroso!

A marca do cristão é o amor e não o pragmatismo orçamentário administrativo perfeito e marxista. Por que marxista? Porque a maioria das igrejas ainda opera a partir da ideologia dos “recursos limitados”, enquanto no Reino de Deus o que opera é a generosidade proporcional e amorosa bem como desafios de fé e ajuda concreta que invariavelmente ocasiona o crescimento da Igreja à semelhança de Cristo. Uma igreja que não compreendeu que a missão de Deus é sua vida, está enferma e causará muito sofrimento a pastores e missionários.

Muitas igrejas e suas lideranças exigem que missionários vivam pela fé, todavia não tem fé o suficiente para firmarem um compromisso financeiro com eles crendo que Deus os honrará e que trabalharão juntos pelo mesmo Reino. Muitos missionários abusam de lamentos e daquilo que recebem das igrejas e mantenedores, tornando difícil tais compromissos, é verdade. O problema é que fazemos disso armas contra eles e não tratamos do problema biblicamente.

É certo que Paulo expressa o desejo de não ser pesado e por isso faz tendas e colabora assim com seu próprio sustento. O problema é que muitas denominações religiosas usam disso como desculpa para negar o pão, sustento, uma vida digna e cuidados com o missionário e ainda o abandonam no campo. Estas ignoram que ao fazermos isso com qualquer ser humano, estamos fazendo também com o filho de Deus. Tratariam a Jesus dessa forma? Tratariam e ainda tratam.

Se eu como pastor posso sonhar, ter aspirações, comer, ter meus filhos em uma boa escola, ter férias, plano de saúde, e outros benefícios desejados por qualquer pessoa normal, e o missionário – por ser missionário – não pode nenhuma dessas coisas, não está em mim o Reino de Deus e minha teologia precisa urgentemente ser revisitada!

Cheguei a esta conclusão de uma forma muito difícil quando ocupei cargos de liderança internacional no meio cristão e me deparei com um “modus operandi” e ethos monolítico e egocêntrico de outros líderes e igrejas em vários países. Para um egoísta os outros são desinteressantes; para o egocêntrico eles simplesmente não existem. Não seja assim entre nós!

Cuidar do missionário de forma que este tenha uma vida digna no país ou região onde se encontra é ser um com a Trindade que vive em um relacionamento de amor. Se as igrejas se propõem a ser agências missionárias que isto seja feito na compreensão do Evangelho e não das ideologias em voga ao redor do planeta. Como anunciarão o senhorio de Cristo sem amor, com fome, abandonados, esquecidos, deprimidos e à beira do suicídio – como  foi o caso de muitos missionários que vieram até a mim para aconselhamento, completamente desesperados?

Missionários somos todos nós, se é que somos cristãos. Tenho por corajosos os que se dedicam de forma integral à pregação do Evangelho como forma de trabalho, bem como os que trabalhando em outras áreas da sociedade também cumprem a missão de Deus. Limitar o chamado de Deus apenas a atividades religiosas é um crime contra a humanidade. Não colaborar com a vida digna de qualquer ser humano é um crime contra a palavra de Deus.
Quem é de fato o Senhor de nossas vidas e igrejas?

 

Tags: #igreja#missionárioapoiocuidadocuidadointegralsustento

AUTOR: EBENÉZER PAZ

Prega o Evangelho há 30 anos, desde o sertão de Pernambuco, comunidades carentes urbanas, prisões, tribos urbanas alternativas, profissionais do sexo, até sua participação nos trabalhos de humanitários de Mercy Ships, JOCUM, UNHCR, Dråpen i Havet, e atuou como pastor no Brasil, Estados Unidos, Suécia, focado no ministério de aconselhamento de jovens, famílias e missionários feridos. Vive atualmente na Suécia onde estudou Ciências da Desabilidade com foco no espectro autista, Direito (Direito das pessoas com necessidades especiais), Aconselhamento familiar e psicologia. Ele é membro do Family-Lab Internacional, um network de terapeutas familiares e profissionais de saúde.

 

Fonte: http://portal.povoselinguas.com.br/artigos/cuidado-integral/quem-e-o-senhor/

Acessado em 08/02/2018 às 11:16h

Enxergue!

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Olhe para mim

Me enxergue.

 

Será que, por não depilar minhas pernas

Sou feminista?

Transformista?

Lésbica?

Rebelde?

Desleixada?

Roqueira?

 

Ou apenas alguém que decidiu não se depilar, independentemente de suas razões?

Você realmente precisa me dar um rótulo?

Precisa tanto colocar legendas em minhas imagens?

Por que não apenas olhar e, de fato, enxergar?

 

Se mudei o cabelo ou

Se minha pele é tatuada,

Isso precisa significar algo para você?

Por que, em sua mente, não continuo sendo a mesma pessoa?

 

Não olhe, apenas, enxergue!

Angela Natel – 03/02/2018

 

P.S.:  Fui indagada há poucos dias por algumas pessoas a respeito de meu corte e cor de cabelo e tatuagens: o porquê.

Interessante é que as pessoas que me questionam a esse respeito, mesmo ouvindo falar de mim há muito tempo nunca antes tiveram a oportunidade de me dirigir a palavra. Ou seja: Só por ouvir falar, supõe-se conhecer? Supõe-se entender as razões?

Então me pergunto: a cor de meu cabelo, seu comprimento, as tatuagens e brincos possuem um único significado possível? As caixinhas na mente das pessoas são tão sólidas que as tornam incapazes de olhar sem, antes, fazer suposições?

 

Tantos… Tão poucos…

Tanta gente disposta a discutir sobre política..
e a refutar quem considera equivocado.
 
Tão poucos que se colocam ao nosso lado
e se dispõem a calçar nosso sapato.
 
Imagens que recebo diariamente,
textos unilaterais, de fonte duvidosa.
 
Imposição que recebo no horário, no rito,
no cabelo e na roupa valorosa.
 
Um trato desrespeitoso ao qual
sou submetida.
 
Um olhar de desprezo tentou
prejudicar minha vida.
 
Tento, me esforço, compartilho, reforço.
Mesmo assim decepciono.
 
tropeço, escrevo, combato, revivo.
E ainda assim levo ao choro.
 
São palavras que me custaram a sair,
escorrendo-me pelos dedos.
 
São traços de vida destinados a cair
tecendo-se em relevo.
 
Tantos que se prezam a dedicar seu tempo, sua vida
às insignificâncias.
 
Tão poucos dispostos a desgastar-se até a morte em meio
às discordâncias.
 
Angela Natel – 23/01/2018

A imagem te incomoda?

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Pois é exatamente isso que a Igreja espera de seus obreiros, e espera de seus missionários, senão eles até podem perder o sustento!
Dá para acreditar?

Se você faz um trabalho voluntário intercultural
e não divulga uma imagem em que você pareça a solução para aquele grupo, o “salvador estrangeiro”, é como se não prestasse contas do dinheiro recebido para o trabalho.

Então, parece que o missionário/voluntário é constrangido a produzir esse tipo de imagem, esse tipo de agressão àqueles que são o alvo de seu serviço.

Trata-se de uma cultura criada sem se pensar nas implicações: quando se expõe o outro em benefício próprio, quando se fotografa sem pedir permissão, quando o missionário/voluntário se coloca numa posição de superioridade em relação ao outro, simplesmente com a justificativa de prestação de contas aos financiadores de um projeto, ou de arrecadação financeira para manutenção do mesmo – ou, pior, apenas para própria sobrevivência.

Sim, porque se o resultado não é visível, aquilo que mantenedores/financiadores esperam, de acordo com os moldes esperados, corre-se o risco de ser deixado de lado e até a perda da própria subsistência.
Já fiz muito disso em minha vida e trabalho. Hoje percebo com um pouco mais de clareza essas questões… me arrependo, reflito, tento corrigir.
Ainda há um longo caminho ao repensarmos nosso serviço ao próximo, tanto na maneira como nos vemos quanto na forma como decidimos servir.

Situação ainda incômoda?
Que tal refletirmos sobre isso em nossas comunidades, falarmos abertamente sobre isso, buscarmos juntos melhores maneiras de sermos como Jesus em nossa vida e serviço, sem exposição do outro, sem parecermos melhores que ninguém, sem condicionarmos nosso engajamento a uma maneira única e fechada de prestação de contas?

Vamos juntos nessa?

Angela Natel​
Reflexão inspirada em comentário de Cleber Sá Dos Santos​ à imagem – obrigada!
10/01/2018

 

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